A publicação
da Portaria no. 971 do Ministério da Saúde
no último mês de maio aprovando a
Integração de Práticas Integrativas
e Complementares no Sistema Único de Saúde
vai garantir à população
brasileira o direito de escolha entre a medicina
tradicional e a medicina alternativa baseada em
acupuntura, fitoterapia, homeopatia e termalismo.
Para o médico
homeopata e especialista em saúde pública
Dr. Márcio Bontempo a Portaria é
uma vitória, uma conquista para os brasileiros.
Ele acredita que a partir do momento em que a
medicina alternativa estiver implantada no Sistema
Único de Saúde a população
vai ganhar em qualidade de vida e o governo vai
economizar, posto que as práticas alternativas
são mais baratas. A economia se dá
também a partir do momento em que o novo
modelo não previlegia a doença,
mas a saúde,o ser humano.
A implantação
da medicina natural vai evitar que os pacientes
fiquem refém das drogas halopáticas
e das indústrias químicas. Na nova
concepção o paciente é agente
do tratamento e aprende por si mesmo a recuperar
a sua saúde.Apesar de não ser o
modelo predominte, Dr. Márcio enfatiza
que o novo modelo vai aos poucos conquistar a
população e inteferir de forma positiva
no modeo vigente provoncando tamanhas mudanças
que vai acabar por se tornar o modelo principal.
O médico homeopata
lembra que o Brasil é atualmente o 3o.
país consumidor de drogas no mundo enquanto
a China com uma população 8 (oito)
vezes maior é apenas o 16o. no consumo
de medicamentos. Outro fator enfatizado pelo médico
é o de que no Brasil a população
consome medicamentos de forma aleatória
e desnecessária. Mas ele afirma que as
drogas não são completamente desnecessárias
e maléficas já que são importantes
em casos de emergência.
Para Dr. Márcio
o novo modelo vai mudar a relação
médico/paciente mas afirma que para isso
é necessário além de sua
implantação, a divulgação
dele e mais do que isso, a divulgação
em uma linguagem menos técnica como forma
de conscientizar as camadas mais simples da população
da importância e dos benefícios do
novo método.
Dr. Márcio
destaca que a medicina alternativa ganhou uma
forte aliada a partir do momento em que a Organização
Mundial da Saúde-OMS vem estimulando o
uso da Medicina Tradicional/Medicina Complementar/Alternativa
nos Sistemas de Saúde de forma integrada
às técnicas da Medicina Ocidental
Moderna. A OMS em seu documento “Estratégia
da OMD sobre Medicina Tradicional 2002-2005”
que preconiza o desenvolvimento de políticas
públicas de saúde observando-se
os requisitos de segurança, eficácia,
qualidade, uso racional e acesso da população.
Segundo o Minsitério
da Saúde, de acordo com dados dos serviços
prestados pelo Sistema Único de Saúde(SUS)
e dos dados do SIA/SUS, verifica-se que a acupuntura
está presente em 19 estados brasileiros
e distribuída em 107 municípios,
sendo 17 capitais.
Já a Homeopatia
com a criação do SUS e a descentralização
da gestão, observou-se o aumento no número
de consultas que, desde sua inserção
como procedimento na tabela do SIA/SUS, vem apresentando
crescimento anual em torno de 10%. No ano de 2003,
o sistema de informação do SUS e
os dados do diagnóstico realizado pelo
Ministério da Saúde em 2004 revelam
que a homeopatia está presente na rede
pública de saúde em 20 unidades
da Federação, 16 capitais, 158 municípios,
contando com registro de 457 profissionais médicos
homeopatas.
Em relação
à Fitoterapia, ainda de acordo com o Minsitério
da Saúde , existem, atualmente no Brasil
programas estaduais e municipais; desde aqueles
com memento terapêutico e regulamentação
específica para o serviço, implementados
há mais de 10 anos, até aqueles
com início recente ou com pretensão
de implantação. Em levantamento
realizado pelo Ministério da Saúde
no ano de 2004, verificou-se, em todos os municípios
brasileiros, que a fitoterapia está presente
em 116 municípios, contemplando 22 unidades
federadas.
ACUPUNTURA
A acupuntura é uma tecnologia de intervenção
em saúde que aborda de modo integral e
dinâmico o processo saúde-doença
no ser humano, podendo ser usada isolada ou de
forma integrada com outros recursos terapêuticos.
Originária da medicina tradicional chinesa
(MTC), a acupuntura compreende um conjunto de
procedimentos que permitem o estímulo preciso
de locais anatômicos definidos por meio
da inserção de agulhas filiformes
metálicas para promoção,
manutenção e recuperação
da saúde, bem como para prevenção
de agravos e doenças.
No Brasil, a acupuntura
foi introduzida há cerca de 40 anos. Em
1988, por meio da Resolução nº
5/88, da Comissão Interministerial de Planejamento
e Coordenação (Ciplan), teve suas
normas fixadas para atendimento nos serviços
públicos de saúde.
HOMEOPATIA
A
homeopatia, sistema médico complexo de
caráter holístico, baseada no princípio
vitalista e no uso da lei dos semelhantes foi
enunciada por Hipócrates no século
IV a.C. Foi desenvolvida por Samuel Hahnemann
no século XVIII. Após estudos e
reflexões baseados na observação
clínica e em experimentos realizados na
época, Hahnemann sistematizou os princípios
filosóficos e doutrinários da homeopatia
em suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças
Crônicas. A partir daí, essa racionalidade
médica experimentou grande expansão
por várias regiões do mundo, estando
hoje firmemente implantada em diversos países
da Europa, das Américas e da Ásia.
No Brasil, a homeopatia foi introduzida por Benoit
Mure, em 1840, tornando-se uma nova opção
de tratamento.
A partir da década
de 80, alguns Estados e municípios brasileiros
começaram a oferecer o atendimento homeopático
como especialidade médica aos usuários
dos serviços públicos de saúde,
porém como iniciativas isoladas e, às
vezes, descontinuadas, por falta de uma política
nacional. Em 1988, pela Resolução
nº 4/88, a Ciplan fixou normas para atendimento
em homeopatia nos serviços públicos
de saúde e, em 1999, o Ministério
da Saúde inseriu na tabela SIA/SUS a consulta
médica em homeopatia.
PLANTAS
MEDICINAIS E FITOTERAPIA
Fitoterapia
é uma "terapêutica caracterizada
pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes
formas farmacêuticas, sem a utilização
de substâncias ativas isoladas, ainda que
de origem vegetal". O uso de plantas medicinais
na arte de curar é uma forma de tratamento
de origens muito antigas, relacionada aos primórdios
da medicina e fundamentada no acúmulo de
informações por sucessivas gerações.
Ao longo dos séculos, produtos de origem
vegetal constituíram as bases para tratamento
de diferentes doenças.
Desde a Declaração
de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua
posição a respeito da necessidade
de valorizar a utilização de plantas
medicinais no âmbito sanitário, tendo
em conta que 80% da população mundial
utiliza essas plantas ou preparações
destas no que se refere à atenção
primária de saúde. Ao lado disso,
destaca-se a participação dos países
em desenvolvimento nesse processo, já que
possuem 67% das espécies vegetais do mundo.
O Brasil possui grande
potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica,
como a maior diversidade vegetal do mundo, ampla
sociodiversidade, uso de plantas medicinais vinculado
ao conhecimento tradicional e tecnologia para
validar cientificamente esse conhecimento.
TERMALISMO
SOCIAL/CRENOTERAPIA
O
uso das Águas Minerais para tratamento
de saúde é um procedimento dos mais
antigos, utilizado desde a época do Império
Grego. Foi descrita por Heródoto (450 a.C.),
autor da primeira publicação científica
termal.
O termalismo compreende
as diferentes maneiras de utilização
da água mineral e sua aplicação
em tratamentos de saúde.
A crenoterapia consiste
na indicação e uso de águas
minerais com finalidade terapêutica atuando
de maneira complementar aos demais tratamentos
de saúde.
No Brasil, a crenoterapia
foi introduzida junto com a colonização
portuguesa, que trouxe ao País seus hábitos
de usar águas minerais para tratamento
de saúde. Durante algumas décadas
foi disciplina conceituada e valorizada, presente
em escolas médicas, como a UFMG e a UFRJ.
O campo sofreu considerável redução
de sua produção científica
e divulgação com as mudanças
surgidas no campo da medicina e da produção
social da saúde como um todo, após
o término da segunda guerra mundial.
A partir da década
de 90, a Medicina Termal passou a dedicar-se a
abordagens coletivas, tanto de prevenção
quanto de promoção e recuperação
da saúde, inserindo neste contexto o conceito
de Turismo Saúde e de Termalismo Social,
cujo alvo principal é a busca e a manutenção
da saúde.
Notícias
MEDICINA ALTERNATIVA: POLÍTICA
PÚBLICA DE SAÚDE COM QUALIDADE