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O Partido Verde brasileiro, em seu manifesto, mostra
claramente que sua ideologia e princípios apresentam um conteúdo muito além de
uma simples visão ambientalista. Seguindo a tendência mundial dos chamados
greens, mas ampliando o seu sentido, o Partido Verde do Brasil entende e ensina
que ser “verde” é muito mais do que somente atuar em defesa da natureza pelo
modo trivial. Ser “verde” significa não só entender, mas redimensionar o fato
de que os seres vivos são elementos interdependentes e partes da complexa
trama que forma a Unidade da Vida. Significa uma percepção que tem como base
a consciência e a cidadania planetárias, a busca de um sentido existencial
objetivo, o cultivo de valores humanistas, o crescimento espiritual e a
maturidade cívica planetária. Ser “verde” significa trabalhar para a construção
de uma nova sociedade através do cultivo do senso de solidariedade, com
atitudes concretas de fraternidade, ética, sensibilidade, simpatia e gentileza.
O sentimento “verde” nos mostra que essas atitudes dependem da transformação
de cada um e da expressão de nossas potencialidades internas. Somente com a o
cultivo da solidariedade, da fraternidade, da amorosidade, é possível criar um
novo mundo, livre do sentimento fraticida, belicista e de domínio que vigora,
por enquanto, na Terra.
O novo significado do sentimento “verde” aponta que é
essencial uma nova ótica, uma nova visão filosófica que começa com o respeito e
a valorização da diversidade, amplia-se na percepção da unidade da vida e
contempla uma nova atitude, que tem como fulcro a redução do egocentrismo,
substituído pelo altruismo, como resultado de uma profunda revisão de nossos
valores. Com isso, as nossas diferenças – que geralmente nos afastam uns dos
outros -, devem ser respeitadas e redirecionadas com o objetivo de nos unir, em
puro espírito solidário e pacífico. Não adianta falarmos de paz se não a
cultivarmos em nossos corações e atitudes; fora disso, falar em paz é hipocrisia.
A nova ideologia “verde” está repensando a Economia, colocando-a a serviço
da sustentabilidade e da justiça social, convocando todas as instituições
a repensar também seus papéis na formação de uma civilização solidária que
expresse suas inspirações maiores: paz, respeito mútuo, felicidade,
coerência, harmonia e cooperação. O sentimento “verde” mostra que para
garantirmos um futuro alvissareiro, precisamos desenvolver a genuína
sabedoria espiritual, pela integração das diferentes visões, sejam
religiosas, científicas, filosóficas, ideológicas, etc.
Aplicado aos vários setores da atividade humana, o sentimento verde mostra
que na Educação deve-se privilegiar os valores éticos; a Economia e a
tecnologia devem estar dirigidas prioritariamente para o bem-estar e as
necessidades humanas; a política e o serviço público devem ter como base
primordial a ética, o servir e não o “se servir”; as religiões devem estar
direcionadas para a espiritualidade, a religiosidade, a tolerância, o
respeito mútuo e essencialmente para a irmandade universal.
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