Todos os anos
presenciamos os fenômenos e atividades que
envolvem a época de natal, com as suas
características sempre iguais, incluindo
um tipo de “espírito de natal”
que, diga-se de passagem, é mais um “clima”
do que realmente “espírito”,
na verdadeira acepção da palavra.
O que pouca gente sabe, contudo, é que
o que se chama de natal, na sua verdadeira origem,
nada tem a ver com o que presenciamos neste período.
O natal original, em que se comemorava o nascimento
de Jesus, estava ligado a um período de
oração, jejum e introspecção,
o que contrasta fortemente com o que acontece
nos nossos dias. A seguir, apresentamos as principais
diferenças entre os dois períodos:
1
– Documentos provam que Jesus não
nasceu no dia 25 de dezembro, mas por volta de
março ou abril. Portanto comemora-se o
Natal numa data errada. Outra coisa é que
Jesus nunca determinou que se comemorasse coisa
alguma.
2
– Para todos os cristãos, é
um dia, ou período, em que se cometem exageros
e excessos, principalmente gastronômicos
e alcoólicos, ou seja, completamente diferente
da “oração e jejum”,
que era tido como um meio de se agradar o Senhor.
3
– Ainda sobre a alimentação,
em geral nas mesas e nas ceias, há a presença
(para nós incômoda e incoerente),
de um animal morto e temperado (diríamos,
assassinado). Quer dizer, na data máxima
da vida, comemora-se com a morte de um animal,
que não teve direito de viver. E isso para
agradar ao paladar, contrastando com o jejum exigido
nos ritos cristãos originais. São
bilhões de perus, porcos, patos, carneiros,
etc. abatidos no mundo todo somente para o deleite
de comensais em banquetes pantagruélicos.
Nada a ver com a simplicidade que Cristo pregava
e que, inclusive, era vegetariano e abstêmio
(ver documentos dos Essênios do Mar Morto).
Diante
disto, podemos concluir que a oração
da ceia de natal, com a presença de um
cadáver, deveria ser para pedir perdão
pelo ato de comer um ser antes vivo....e não
para agradecer ao Senhor pelo “alimento
que vamos tomar...”
4 – Ainda sobre alimentação,
nesta época é comum o consumo de
alimentos inadequados e impróprios, tanto
para o clima brasileiro quanto para o próprio
organismo. São frutas oleaginosas próprias
para climas frios e países que nevam, além
dos doces em demasia (rabanadas!) e gordura animal
(porco, presunto, bacon...) e proteínas
em quantidades absurdas, álcool.... Quem
paga é o organismo e a saúde, com
fermentações, gases, ganho de peso,
agressões ao fígado, irritação
gástrica, prisão de ventre...depois
elevação da pressão arterial,
deposição de placas de colesterol...um
inferno para o corpo e para a alma.
A
ceia autêntica e brasileira dever contar
com produtos nossos, como abacaxi, manga, melancia,
banana, etc....numa composição muito
simples e saudável, para harmonizar com
o espírito de interiorização
e paz.
5 – O espírito
de “fraternidade” também
é falso, pois as mesas fartas, a fixação
em elementos materiais (presentes...) e o foco
no núcleo familiar são reflexo
de fatores mais ligados ao egoísmo, à
distorção dos ensinamentos de
Cristo, que pregava o desapego e a amor ao próximo.
6
– Papai Noel nada tem a ver com Jesus, pois
faz parte de tradição nórdica
totalmente pagã. A idéia de um bom
velhinho que dá presentes materiais é
totalmente oposta ao espírito cristão
e inclusive cria ansiedades e expectativas falsas,
focando a atenção das crianças
numa lenda corrompida e numa proposta inverossímil.